Julgamento das acusadas de queimar vivo jovem em São Sepé é adiado em uma semana

Lenon de Paula

Julgamento das acusadas de queimar vivo jovem em São Sepé é adiado em uma semana
O julgamento do caso foi adiado para a próxima quinta-feira, dia 14, na Câmara de Vereadores de São Sepé. Foto: Arquivo Pessoal

Marcado inicialmente para as 9h desta quinta-feira (07), na Câmara de Vereadores de São Sepé, o julgamento das acusadas pelo homicídio de Bruno Toledo dos Santos, morto em 7 de agosto de 2019 em São Sepé, foi adiado para a próxima quinta-feira (14). O motivo foi a ausência de alguns dos jurados intimados.

No processo, que transcorreu em segredo de justiça, Taiane dos Santos, 29 anos, que seria a ex-namorada de Bruno, e a amiga Graciéla Borba, 39, foram indiciadas por homicídio doloso com três qualificadoras: traição (trair a confiança da vítima em uma emboscada), motivo torpe (ciúmes) e meio cruel (emprego de fogo). O julgamento está a cargo da juíza Bruna Casagrande Siebeneichler, da 1ª Vara Judicial da Comarca de São Sepé. 

A assessoria da magistrada informou que, em razão de questões diversas (ausência de comparecimento de jurado, dispensas justificadas, recusas legais de defesa e acusação), não houve a quantidade mínima de jurados suficiente para a realização do júri. Na ocasião, os jurados presentes foram intimados para a nova data, e novos jurados foram sorteados.

Como é formado o júri

O júri é sempre composto por sete pessoas, responsáveis por decidir pela culpabilidade ou inocência do(s) réu(s). Conforme a assessora da 1ª Vara Judicial, Rafaela Aita Chiapinoto, nesta quinta-feira estiveram presentes 16 jurados, de um total de 25 que haviam sido sorteados para o comparecimento.

Para formar o júri, todas as partes do julgamento, a defesa de cada uma das rés e a acusação, possuem a prerrogativa legal de escolher, sem justificativa, três jurados para deixarem de compor o grupo. Esta seleção também é conhecida como recusa. 

Tanto a acusação quanto a defesa das duas rés utilizaram todas as três recusas injustificadas permitidas por lei. Além disso, três dos jurados foram impedidos de forma justificada, sendo duas devido à proximidade com o caso e com atuantes no júri, e uma por questões pessoais. 

Ainda segundo Rafaela, o Foro de São Sepé está aberto ao atendimento da imprensa local e regional para a cobertura do julgamento. No entanto, a transmissão ao vivo do julgamento não é autorizada.

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Relembre o caso

Era final da tarde de 8 de agosto de 2019, por volta das 18h, quando Bruno foi encontrado com o corpo carbonizado em um quarto de sua casa, na Vila Schirmer. Quem o encontrou foi o próprio irmão. O quarto apresentava indícios de incêndio, ao contrário do restante da residência, que tinha somente evidências de luta corporal em alguns cômodos.

O laudo da necropsia confirmou que Bruno foi queimado vivo e morreu devido à ação direta das chamas no quarto onde foi encontrado. Com a ação do calor, ele sofreu amputação do pé e tornozelo esquerdos. O exame também constatou a presença de fuligem em suas vias respiratórias. Não foram constatadas lesões por corte ou perfuração, nem contusões ou fraturas. Devido ao estado do corpo, o laudo informou não ser possível avaliar a presença de lesões corporais típicas de agressões físicas.

As investigações apontaram que o crime teria ocorrido no dia anterior. Relatos apontam que Bruno estaria em um jantar quando teria recebido uma ligação para ir a um local próximo da casa do irmão, localidade onde testemunhas teriam escutado disparos de arma.

Taiane dos Santos, 29 anos, que seria a ex-namorada de Bruno, e Graciéla Borba, 39, teriam atraído o jovem até a casa em que ele morava, na noite do dia 7, por volta de 21h30min, para cometer o assassinato. Segundo as investigações, imagens de câmeras de monitoramento registraram Bruno se deslocando de motocicleta em uma rua. Pouco depois, Taiane passa na mesma rua em seu veículo, um Fiat Palio cinza, com Graciéla na carona.

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